Não há tempo pra esperar.
O mundo não pára de girar.
Os dias se sucedem, ininterruptamente.
Não tenho mais o que pensar.
Apenas agir.
Correr.
O tempo urge.
Ventos passam ligeiros.
Estradas infindas.
Caminhos sem volta.
Rapidez veloz.
Dias seqüenciais.
Palavras jogadas ao vento.
Luz. Velocidade atroz.
Não há espaço para parar.
Proximidade do fim.
Deixarei palavras imcompletas.
Forças extintas.
Fraquejo, escurece a vista.
Morro.
E finalmente paro.
diário, escritos, rascunhos, pulsações de uma vida quase completa
quinta-feira, 20 de dezembro de 2007
terça-feira, 18 de dezembro de 2007
Imersão no Mundo Passado
Parei um instante...
Fui tomado por uma enxurrada,
de lembranças.
Não tive defesas.
Me deixei tomar completo.
As imagens foram brotando.
Como ramos enredados.
Uma puxava outra, assim a diante.
Foi ruim.
Não sei.
Tive vontade de chorar.
Guardei as lágrimas.
Senti saudades imensas.
Quase me abati.
Então pensei.
Se saudades sinto é que tudo valeu.
Tudo foi bom.
Momentos sem igual.
Cada um em sua particularidade.
Todos bem vividos.
Tempos idos que marcaram.
Lembranlças eternas.
Sulcos da minha vida.
Respirei fundo.
E emergi daquele baú velho.
Vivo novamente o presente.
Que amanhã será parte do passado.
Fui tomado por uma enxurrada,
de lembranças.
Não tive defesas.
Me deixei tomar completo.
As imagens foram brotando.
Como ramos enredados.
Uma puxava outra, assim a diante.
Foi ruim.
Não sei.
Tive vontade de chorar.
Guardei as lágrimas.
Senti saudades imensas.
Quase me abati.
Então pensei.
Se saudades sinto é que tudo valeu.
Tudo foi bom.
Momentos sem igual.
Cada um em sua particularidade.
Todos bem vividos.
Tempos idos que marcaram.
Lembranlças eternas.
Sulcos da minha vida.
Respirei fundo.
E emergi daquele baú velho.
Vivo novamente o presente.
Que amanhã será parte do passado.
segunda-feira, 17 de dezembro de 2007
Vitoriosa.
Vai olha a vida com toda audácia.
Que te cabe no pequeno corpo.
Ontem uma menina. Que conheci.
Hoje uma mulher, que não sei mais quem é.
Está tão diferente.
Mais altiva e soberana de sua vida.
Dona, proprietária de seu destino.
Não tem vergonha de amar.
Ama despudoradamente.
Já não sei se choras.
Choravas, antigamente.
Ainda é bela, sempre bela.
Tão bonita como a clara lua.
Iluminavas todos que te cercavam.
Ainda tens esse brilho?
Era eterno?
Já não sei.
Sinto saudades.
E choro, por não ter-te mais perto.
Mais longe que nunca.
Quase irreconhecível, tempo.
Alegrias do passado ainda vivas.
Lembro-me de ti sempre.
Teus olhos, tão lindos, e precrustadores.
Observantes retinas, verdes.
Vai, não olha pra trás.
Um grande futuro te espera.
Já não posso mais acompanhar-te.
Segue sobre teu altar.
Rainha de si.
Audaciosa matreira menina.
Vitoriosa mulher.
Avante!
Que te cabe no pequeno corpo.
Ontem uma menina. Que conheci.
Hoje uma mulher, que não sei mais quem é.
Está tão diferente.
Mais altiva e soberana de sua vida.
Dona, proprietária de seu destino.
Não tem vergonha de amar.
Ama despudoradamente.
Já não sei se choras.
Choravas, antigamente.
Ainda é bela, sempre bela.
Tão bonita como a clara lua.
Iluminavas todos que te cercavam.
Ainda tens esse brilho?
Era eterno?
Já não sei.
Sinto saudades.
E choro, por não ter-te mais perto.
Mais longe que nunca.
Quase irreconhecível, tempo.
Alegrias do passado ainda vivas.
Lembro-me de ti sempre.
Teus olhos, tão lindos, e precrustadores.
Observantes retinas, verdes.
Vai, não olha pra trás.
Um grande futuro te espera.
Já não posso mais acompanhar-te.
Segue sobre teu altar.
Rainha de si.
Audaciosa matreira menina.
Vitoriosa mulher.
Avante!
quinta-feira, 13 de dezembro de 2007
Não Me Arrependo
Não, não me arrependo de nada.
Está tudo vivido.
Tudo passado.
Cavei sempre e a cada dia meu poço.
Procurei afundar-me na solidão.
Que um dia tanto me apavarou.
E me desarvarou.
Virou minha eterna companheira.
Já que ninguém o quis.
Não, não me arrependo de nada.
Está tudo varrido.
Estilhaços recolhidos.
Mil faces impressas nos restos de mim.
Pedaços que não se juntarão.
Amores que valeram.
Medo de não amar.
Estio de um tempo sem fim.
Não, não me arrependo de nada.
Está tudo apagado.
Nada restará quando eu morrer.
Ninguém se lembrará.
Jamais marquei em algo.
Apenas passei.
Como o vento que se sente e não se vê.
Quem sabe no céu estarei.
Esperando um outro coração completar-me.
Se nunca me arrependi.
Não será agora, no fim de tudo que hei de fraquejar.
Não, não me arrependo de nada.
Está tudo vivido, varrido, apagado...
Está tudo vivido.
Tudo passado.
Cavei sempre e a cada dia meu poço.
Procurei afundar-me na solidão.
Que um dia tanto me apavarou.
E me desarvarou.
Virou minha eterna companheira.
Já que ninguém o quis.
Não, não me arrependo de nada.
Está tudo varrido.
Estilhaços recolhidos.
Mil faces impressas nos restos de mim.
Pedaços que não se juntarão.
Amores que valeram.
Medo de não amar.
Estio de um tempo sem fim.
Não, não me arrependo de nada.
Está tudo apagado.
Nada restará quando eu morrer.
Ninguém se lembrará.
Jamais marquei em algo.
Apenas passei.
Como o vento que se sente e não se vê.
Quem sabe no céu estarei.
Esperando um outro coração completar-me.
Se nunca me arrependi.
Não será agora, no fim de tudo que hei de fraquejar.
Não, não me arrependo de nada.
Está tudo vivido, varrido, apagado...
domingo, 9 de dezembro de 2007
Piaf...
Que voz marcante.
Habitando num corpo tão franzino.
E maltratado pela vida.
Dura vida, de cabarés.
Amores, paixões rascantes.
Agudos inigualáveis.
Mãos que contavam sua vida.
Canções que contavam sua história.
Aparência simples.
Alma artista, desde sempre.
Sonho realizado.
Tropeços superados.
Uma vida que não foi tão cor-de-rosa.
Hino ao amor.
Deu voz aos amores do mundo.
Vida curta.
Sofrimentos imensos.
Fechou-se a cortina.
Calou-se o pardal.
Vôou aos céus.
Longe, tão longe que não lhe ouvimos mais.
Habitando num corpo tão franzino.
E maltratado pela vida.
Dura vida, de cabarés.
Amores, paixões rascantes.
Agudos inigualáveis.
Mãos que contavam sua vida.
Canções que contavam sua história.
Aparência simples.
Alma artista, desde sempre.
Sonho realizado.
Tropeços superados.
Uma vida que não foi tão cor-de-rosa.
Hino ao amor.
Deu voz aos amores do mundo.
Vida curta.
Sofrimentos imensos.
Fechou-se a cortina.
Calou-se o pardal.
Vôou aos céus.
Longe, tão longe que não lhe ouvimos mais.
sábado, 8 de dezembro de 2007
Ação do Tempo
Eu que pensava em tudo eterno.
Não vi o tempo passar.
As pessoas mudaram.
Transmudaram-se em coisas opostas.
Hoje não mais sei quem conheço.
Temo encontrá-las na rua e não reconhecer.
Pensei que tudo que passávamos seria pra sempre.
Qual o quê? Nada.
Tudo passou.
Ninguém sabe mais lembrar.
As lembranças foram totalmente apagadas.
Feitas pó.
Que se espalhou com o vento.
Vendavais que passaram arrancando tudo.
Amores fincados nos peitos amantes.
Foram tirados como filhos de suas mães.
Não restou absolutamente nada.
Apenas nós, cada um com seu mundo particular.
Perdidos em nossos pensamentos.
Talvez humanos, sempre mesquinhos.
Capitalistamente secos.
Pessoas que apenas vivem.
Já que nem mais respiram.
Não vi o tempo passar.
As pessoas mudaram.
Transmudaram-se em coisas opostas.
Hoje não mais sei quem conheço.
Temo encontrá-las na rua e não reconhecer.
Pensei que tudo que passávamos seria pra sempre.
Qual o quê? Nada.
Tudo passou.
Ninguém sabe mais lembrar.
As lembranças foram totalmente apagadas.
Feitas pó.
Que se espalhou com o vento.
Vendavais que passaram arrancando tudo.
Amores fincados nos peitos amantes.
Foram tirados como filhos de suas mães.
Não restou absolutamente nada.
Apenas nós, cada um com seu mundo particular.
Perdidos em nossos pensamentos.
Talvez humanos, sempre mesquinhos.
Capitalistamente secos.
Pessoas que apenas vivem.
Já que nem mais respiram.
domingo, 2 de dezembro de 2007
Sobre Tudo
Sobre a vida, muito tenho que falar.
A dizer eternamente.
Sobre a voz...
Que voz? A rouca voz que me guia.
Embalando todos os momentos do meu ser.
Sobre o palco, declarações de amor.
A minha vida, minha paixão.
Meu espaço de luz e som, alma em mim.
Sobre os amores, tudo.
Quantas pessoas amei...
Tantas lágrimas chorei.
Tanto tempo dediquei.
Sobre o mundo, apenas pena.
Que fizemos? Para onde vamos?
O que fizemos do mundo!
Terminantemente infeliz.
Triste e sofredor.
Sobre amigos, poucos.
Passageiros, importantes
Marcantes, interessantes.
Inesquecíveis. Eternos.
Sobre o tempo, passou.
Implacavelmente arteiro.
Me transformou, nos mudou.
Levou alguns, trouxe outros.
Enbranqueceu minha fronte.
Enrugou minha face.
Não me reconheço mais.
Sobre o que guardo, memórias.
Lembranças de um passado remoto.
E perto ao mesmo tempo.
Fotografias em preto e branco.
Tons de sépia.
Color.
A dizer eternamente.
Sobre a voz...
Que voz? A rouca voz que me guia.
Embalando todos os momentos do meu ser.
Sobre o palco, declarações de amor.
A minha vida, minha paixão.
Meu espaço de luz e som, alma em mim.
Sobre os amores, tudo.
Quantas pessoas amei...
Tantas lágrimas chorei.
Tanto tempo dediquei.
Sobre o mundo, apenas pena.
Que fizemos? Para onde vamos?
O que fizemos do mundo!
Terminantemente infeliz.
Triste e sofredor.
Sobre amigos, poucos.
Passageiros, importantes
Marcantes, interessantes.
Inesquecíveis. Eternos.
Sobre o tempo, passou.
Implacavelmente arteiro.
Me transformou, nos mudou.
Levou alguns, trouxe outros.
Enbranqueceu minha fronte.
Enrugou minha face.
Não me reconheço mais.
Sobre o que guardo, memórias.
Lembranças de um passado remoto.
E perto ao mesmo tempo.
Fotografias em preto e branco.
Tons de sépia.
Color.
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