diário, escritos, rascunhos, pulsações de uma vida quase completa

terça-feira, 18 de novembro de 2008

poema

a pena e a tinta.
as palavras.
sentimentos expostos.
e só.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Adaptações.

Pois que de terra árida se faça brotar tudo.
Como a voz vibrante que nasce da garganta.
Que de onde não se espera surja muito.
Os amigos também podem ser amores.
Sentimentos mudam, como as pessoas.
Hoje não é igual a ontem e ao amanhã.
A vida nunca pára, roda-gira, não estática.
Sempre mutante.
Fascinantes momentos aparecem.
Numa velocidade de luz.
E somem de forma igual.
Não que tudo deve ser desregrado, não.
Apenas não sejamos tão fechados.
Maquinalmente programados.
Flexibilidade existe.
E isso é o que deve importar.
Adaptações são necessárias e boas.
Terra seca brote flores belas e duradouras...

domingo, 16 de novembro de 2008

Divagações Resumidas

A vida é um círculo vicioso.
As coisas vão e vem.
As pessoas passam e voltam.
Os amores de antes ressurgem.
E nós não nos damos conta.
Quando o passado retorna é divertido.
E assustador ao mesmo tempo.
Tenta-se corrigir os erros anteriores.
E acaba-se cometendo-os novamente.
Eu não sei bem ao certo o que me espera.
Muito menos o motivo de estar dizendo estas palavras.
Elas brotam de meu pensamento como flores de jardins antigos.
Aqueles que alcancei e apreciei quando ainda era um menino inocente.
Em meu tempo de criança pensava que o mundo não tinha fim, era infinito.
E, hoje, eu bem o sei que não é tão assim quanto parece ser, é grande.
Mas, não é infinito, há pontos de partida e de chegada, destinos.
Caminhos muitas vezes tortuosos, diversos.
Há momentos em que qualquer um quer deixar tudo.
Partir para horizontes distantes.
Eu não sei mais nada sobre o que sabia.
Não sei nem qual o motivo que me levou a falar hoje.
E divaguei sobre vários aspectos da vida.
Quando simplesmente eu queria dizer que ainda te amo.
Que meu amor foi apenas interrompido, por um tempo.
Ficou adormecido no meu peito, como um dragão dos contos medievais.
Pois eu soube a hora de me recolher, sair de cena. Deixar-te livre para teus amores.
E eu calei-me na escuridão do meu ser. Mas, hoje, sinto que te posso dizer:
Eu te amo.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

noites de domingo...

nostálgicas noites.
que domingos são.
eu vejo letras soltas.
palavras inteiras.
na fumaça dos cigarros.
os meus e os alheios.
as estrelas enfeitam o céu.
riscam brilhos eternos.
o breu consome o tempo.
e é frio.

Morte

Que nos ronda vida inteira.
A única e absoluta certeza.
Que me amedronta.
Me comove toda vez que bate perto.
Que eu não gosto muito de pensar.
Medo, que me mete medo.
Absoluamente inevitável.
Da qual ninguém escapa.
Sentimento funesto.
Saudades imensas que ficam.
Tristezas sem fim.
Flores e velas, o cheiro característico.
Que se trilhem caminhos de paz.
No obscuro que vem depois.
Pois, ninguém sabe o que vem.
Ao certo não há quem saiba.
Só quando lhe convier saber.
E que não me convenha tão cedo.
Muito, muito mais tarde.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Eu, assim.

Que grande movimento acompanhei?
Quais motivos me levaram à tal?
Eu que sempre me entreguei.
Levianamente.
Despudor é meu lema.
Arriscar sempre e tanto, quanto mais.
Melhor, viver, divir que somar.
E eu sonho, ontem, hoje...
Sempre!
E o medo, medo de quê?
Nunca me apavora.
O pavor passa ao largo na vida minha.
E eu sorrio.
Durmo tranqüilamente.
Sambo em dias alegres.
Canto nos dias tristes, que são poucos.
Para minhas energiar reavivar.
Que músicas tão belas compostas tempos atrás.
Subo e desço ladeiras levando meu amor.
Amores, nunca fui simples.
Sempre composto, vários.
Vidas múltiplas dentro de mim.
Já fui um pouco de tudo, do que der vontade me visto.
Vivo essas e muitas outras pessoas.
Campos amplos corro, mas, não tropeço.
Minha vida é assim.
Tão simples e ritmada que cabe numa pauta.
Numa lauda.
Entre arranjos de sete mínimas notas.
Faço comporem valsas dolentes, frevos rasgados,
sambas-canções, muitas bossas.
Não sou adepto de um único tempo.
Vou à frente, volto atrás.
Não respeito regras.
Sou errante e nunca errado.
Cavaleiro do pós-futuro.
No fundo dos olhos meus transporto mundos.
Vejo gente de toda espécie.
E sou simples.

domingo, 21 de setembro de 2008

Não mais como antes

Eu que nunca quis ser normal.
Nunca o consegui, eis a verdade.
Se é que verdade existe.
Eu que sinto tanto, sempre, muito.
Nunca quis impressionar, apenas vivia.
E não sonhava ser tão ridículo.
Quão imbecil fui?
A vida passou.
O tempo criou asas.
Eu já nem sei se existo.
Fico triste, mas não choro.
Já não sei nem chorar.
Me pergunto até se ainda sinto.
Sentir o que?
Só sinto saudades, de pessoas, de momentos.
De sentimentos passados, se vidas antigas.
Eu não quero mais viver.
A vida não vale, as pessoas são tão poucas,
as que valem.
E querer não é mais poder.
Poder é estar em cima.
E ninguém perdoa o diferente.
Os excêntricos são ruins...
Eu não quero mais escrever.
As palavras secaram em mim.
E eu ainda tenho tanto para dizer.
Contar de amores passados, de coisas sofridas.
Mas não dá.
O tempo acabou.