Em que chão pisar? Se não o vejo.
As paredes tão sólidas de ontem onde estão?
A luz que brilhava tão vívida e forte se apagou.
Nenhuma réstia do passado existe.
Apenas mágoa, escuridão. Morte.
Um novo ciclo surgirá.
Quando?
Tantas perguntas me rodeiam.
Respostas que não estão em mim. Estão em outro ser.
E não me alcançam. Não me chegam claras.
O tempo, o tempo, que tempo? Tempo que não passa.
Pára. Exita e não segue seu rumo.
O silêncio e a solidão me tomam o corpo.
Me invadem as narinas como ar contaminado.
Me sufocam.
Sabedoria de um tempo que não se vive.
Experiências adquiridas com o nada.
Tudo vai ser ordenado, tudo vai tomar seu devido lugar.
E eu tenho medo da proporção que certas coisas podem tomar.
O novo me assusta?
Eu não sei mais quem eu sou, quem está comigo. Se alguém esteve.
Viremos as páginas da vida e vamos escrevendo novas linhas tortas.
E que volumes sejam acumulados uns em cima dos outros.
Nas nossas bibliotecas empoeiradas.
Até o dia que eles sejam lidos como documentos antiqüíssimos.
De histórias remotas.
Tristão e Isolda do futuro.
De um futuro distante.
Tão distante assim como tu estás de mim.
E estarás sempre e sempre, sempre.
Sempre ao largo da minha vida e dos braços meus.
Se extiguem em mim as forças e junto o meu sentimento.
E adiante nada restará.
Nem eu, nem o sentimento.
Só velhos livros entulhados.
Comidos pelos tempo.
Cobertos de camadas sistemáticas de poeira.
E fim. De um caso que nem começou.
Uma apressada da lentidão.
Movimento de estagnação.
diário, escritos, rascunhos, pulsações de uma vida quase completa
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Reza
Como o tempo passará.
Tudo acabará.
E não mais olharei atrás.
O mundo virará.
As pessoas mudarão.
Meus sentimentos se extirparão.
E nada mais restará.
Assim, seja.
P.S.: Alteração no nome por sugestão de Moema. (09 de fevereiro de 2009)
Tudo acabará.
E não mais olharei atrás.
O mundo virará.
As pessoas mudarão.
Meus sentimentos se extirparão.
E nada mais restará.
Assim, seja.
P.S.: Alteração no nome por sugestão de Moema. (09 de fevereiro de 2009)
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Quero-te.
Queria ter coragem.
Para dizer-te tudo que me arde no peito.
Todo meu amor derramar em ti.
Mas, me calo, espero.
Até que outro entre em tua vida.
E eu me retráia.
Guarde para mim tudo que sinto.
Eu bem sei que não devia me reservar.
O acertado seria te roubar para mim.
Ter-te em meus braços.
Dar-te os beijos com que tanto sonho.
E quem sabe assim seríamos felizes.
Só nós, juntos ao infinito.
Mas, não.
Escureço no meu peito todo o meu amor.
Até que ele apodreça.
E o tempo me faça te esquecer.
Para não te perder de vista finjo-me teu amigo.
Quando meu sentimento é muito maior.
Afastar-me de ti seria o sensato.
Quem disse que sei agir assim.
Quero-te no meu colo.
Nos meus braços pra sempre.
Afago os sonhos que tenho contigo.
Pois eles serão os únicos momentos em que serás minha.
Para dizer-te tudo que me arde no peito.
Todo meu amor derramar em ti.
Mas, me calo, espero.
Até que outro entre em tua vida.
E eu me retráia.
Guarde para mim tudo que sinto.
Eu bem sei que não devia me reservar.
O acertado seria te roubar para mim.
Ter-te em meus braços.
Dar-te os beijos com que tanto sonho.
E quem sabe assim seríamos felizes.
Só nós, juntos ao infinito.
Mas, não.
Escureço no meu peito todo o meu amor.
Até que ele apodreça.
E o tempo me faça te esquecer.
Para não te perder de vista finjo-me teu amigo.
Quando meu sentimento é muito maior.
Afastar-me de ti seria o sensato.
Quem disse que sei agir assim.
Quero-te no meu colo.
Nos meus braços pra sempre.
Afago os sonhos que tenho contigo.
Pois eles serão os únicos momentos em que serás minha.
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
Caminhos Cruzados
De antes eu não me lembro.
Nem necessidade há.
O que importa é o depois.
Agora e pra frente.
Que nossas vidas pregressas estejam guardadas.
Hoje, somos assim.
No futuro o tempo fará e dirá tudo.
Se nossos caminhos se descruzarem,
Ficarão as lembranças de hoje.
Dos momentos vividos.
As alegrias compartilhadas.
Das fraquezas mais escondidas em nossas almas.
Os traços desenhados no papel branco.
Brindemos com os copos cheios as nossas vidas.
Com risos e lágrimas, com os movimentos normais.
E que o destino haja por nós.
*Dedicado à ti.
Nem necessidade há.
O que importa é o depois.
Agora e pra frente.
Que nossas vidas pregressas estejam guardadas.
Hoje, somos assim.
No futuro o tempo fará e dirá tudo.
Se nossos caminhos se descruzarem,
Ficarão as lembranças de hoje.
Dos momentos vividos.
As alegrias compartilhadas.
Das fraquezas mais escondidas em nossas almas.
Os traços desenhados no papel branco.
Brindemos com os copos cheios as nossas vidas.
Com risos e lágrimas, com os movimentos normais.
E que o destino haja por nós.
*Dedicado à ti.
sábado, 3 de janeiro de 2009
Um momento da vida
Quando se chega a um momento da vida nada mais tem força.
Não se vê mais as cores fortes que nos passam.
Pensa-se que um segundo é uma imensidão sem fim.
As flores não têm o mesmo perfume.
São restos de saudade no peito alheio.
Os cigarros não fazem a mesma fumaça.
A vida passa sem grandes mágoas.
O passado nos ronda eternamente.
As lembranças surgem em todas as esquinas.
Ruas desertas tocam músicas serenas.
Palavras não são mais ordenadas como outrora.
Nada mais faz sentido.
Aguarda-se sentado o destino, o fim.
Que teima em nos deixar esperando.
Por um momento em que tudo virá como um filme.
E chega-se aos créditos finais.
Não se vê mais as cores fortes que nos passam.
Pensa-se que um segundo é uma imensidão sem fim.
As flores não têm o mesmo perfume.
São restos de saudade no peito alheio.
Os cigarros não fazem a mesma fumaça.
A vida passa sem grandes mágoas.
O passado nos ronda eternamente.
As lembranças surgem em todas as esquinas.
Ruas desertas tocam músicas serenas.
Palavras não são mais ordenadas como outrora.
Nada mais faz sentido.
Aguarda-se sentado o destino, o fim.
Que teima em nos deixar esperando.
Por um momento em que tudo virá como um filme.
E chega-se aos créditos finais.
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
Como é costume aqui estou escrevendo sobre o ano que termina e as expectativas do que se inicia. O que 2008 me ensinou, me trouxe, me levou... Este ano vi que a convivência nos faz olhar as pessoas de uma forma diferente, criando até atritos que nunca pensamos, porém precebe-se que tudo isto é necessário ao nosso crescimento. Que o trabalho é dignificante. Que nem sempre as coisas acontecem como nós desejamos, mas não devemos cruzar os braços ante as dificuldades. Que eu deveria ser mais de um para poder estar com tantas pessoas que amo e me cobram tanto esta minha presença. Que sou pequeno e estou só começando.
Este ano comemorei meus dez anos de teatro. Acho até que em grande estilo. Dirigindo meu primeiro espetáculo: POR UMA CABEÇA. Um sonho d'Os Soltos que se tornou realidade.
Janeiro foi um sopro de novos projetos, um novo fôlego para o ano que se iniciava. Um ano de trabalho. Fevereiro trouxe a "minha" festa: o carnaval, aliado ao trabalho. Março segue tranquilo com os passos do espetáculo. Junho guardava mais trabalho, que se seguiu por julho. Agosto tras um novo espetáculo minha segunda experiência com teatro infantil, reencontrando amigos no palco e a reta final da montagem de Por Uma Cabeça. Setembro estréia o primeiro espetáculo d'Os Soltos, uma realização nossa. Outubro é hora da reavaliação do nosso projeto, planejamento do futuro. Novembro, meu mês, 21 anos, trabalho, experiência na rua. Dezembro nos traz boas novas, primeiro prêmio do espetáculo e o anúncio da nossa primeira participação em um festival, Janeiro de 2009 que nos aguarde. O ano termina depois de muitos projetos, muitos sonhos acalentados para serem realizados nos próximos anos. Planejando o próximo ano, cair na estrada com o espetáculo, dar realmente nossa cara a tapa.
Receber os louros e as críticas igualmente.
Trilhando nosso caminho, fazendo nós mesmos a nossa escola.
Que os projetos de 2009 venham, que outros surjam no caminho, o que eu quero é trabalhar.
Que os anjos e santos de todos nós nos guardem hoje e sempre.
Agradecendo sempre à Iansã, a Dioniso nosso Deus.
Êparrei! Merda à todos nós.
Que Deus nos guarde.
Amém à todos nós.
PESSOAS QUE MARCARAM EM 2008:
Minhas Soltas (Du, Moemas, Regi e Soufis).
Helena, que me deu uma força enorme. (Valeu Caricata!)
Minhas novas aquisições: Reny (Minha Dinastia) e Tay (Expressiva)
Nely, meu amor de sempre.
Mag, hoje, talvez, mais próxima que nunca.
Guga, não vale nada, mas sempre me apóia.
Rayssa, meu pokémon do arruda, meu brinquedo preferido da estrela.
OS AUSENTES QUE SE FIZERAM PRESENTES, OS QUE SURGIRAM, OS QUE REENCONTREI:
Dete, Gina, Zanel, Paloma, Joelma, Laís, Willita, Ádila, Cecília, Anália, Maíra, Soll Nejaim, Edna, Renata, Lolly, Paulina, Sandrinha.
OS QUE ENCONTREI NO TRABALHO:
Pablo, Bobby, Pascoal, Vilarim.
Este ano comemorei meus dez anos de teatro. Acho até que em grande estilo. Dirigindo meu primeiro espetáculo: POR UMA CABEÇA. Um sonho d'Os Soltos que se tornou realidade.
Janeiro foi um sopro de novos projetos, um novo fôlego para o ano que se iniciava. Um ano de trabalho. Fevereiro trouxe a "minha" festa: o carnaval, aliado ao trabalho. Março segue tranquilo com os passos do espetáculo. Junho guardava mais trabalho, que se seguiu por julho. Agosto tras um novo espetáculo minha segunda experiência com teatro infantil, reencontrando amigos no palco e a reta final da montagem de Por Uma Cabeça. Setembro estréia o primeiro espetáculo d'Os Soltos, uma realização nossa. Outubro é hora da reavaliação do nosso projeto, planejamento do futuro. Novembro, meu mês, 21 anos, trabalho, experiência na rua. Dezembro nos traz boas novas, primeiro prêmio do espetáculo e o anúncio da nossa primeira participação em um festival, Janeiro de 2009 que nos aguarde. O ano termina depois de muitos projetos, muitos sonhos acalentados para serem realizados nos próximos anos. Planejando o próximo ano, cair na estrada com o espetáculo, dar realmente nossa cara a tapa.
Receber os louros e as críticas igualmente.
Trilhando nosso caminho, fazendo nós mesmos a nossa escola.
Que os projetos de 2009 venham, que outros surjam no caminho, o que eu quero é trabalhar.
Que os anjos e santos de todos nós nos guardem hoje e sempre.
Agradecendo sempre à Iansã, a Dioniso nosso Deus.
Êparrei! Merda à todos nós.
Que Deus nos guarde.
Amém à todos nós.
PESSOAS QUE MARCARAM EM 2008:
Minhas Soltas (Du, Moemas, Regi e Soufis).
Helena, que me deu uma força enorme. (Valeu Caricata!)
Minhas novas aquisições: Reny (Minha Dinastia) e Tay (Expressiva)
Nely, meu amor de sempre.
Mag, hoje, talvez, mais próxima que nunca.
Guga, não vale nada, mas sempre me apóia.
Rayssa, meu pokémon do arruda, meu brinquedo preferido da estrela.
OS AUSENTES QUE SE FIZERAM PRESENTES, OS QUE SURGIRAM, OS QUE REENCONTREI:
Dete, Gina, Zanel, Paloma, Joelma, Laís, Willita, Ádila, Cecília, Anália, Maíra, Soll Nejaim, Edna, Renata, Lolly, Paulina, Sandrinha.
OS QUE ENCONTREI NO TRABALHO:
Pablo, Bobby, Pascoal, Vilarim.
terça-feira, 25 de novembro de 2008
O tempo da Senhora Menina.
Quando chegou, ainda menina, pisando levemente, despudoradamente.
Cantou, queimou como árvore seca, as agruras de um sertão longinquo.
O tempo foi tornando-a mulher.
Dramática dona de cena, uma cena muda.
Voou alto, como um pássaro proibido, num vôo da manhã.
É uma pedra rara, um talismã.
Guarda na sua tez morena as histórias de sua terra.
Os sambas-de-roda, riscados nos pratos de louça.
Disse Pessoa, como jamais ouvimos antes.
Sonhava em ser Adela.
Pulou de vários trampolins durante a vida.
Hoje, uma senhora, tão diferente e igual àquela menina.
A menina que ainda reside no seu interior.
A criança que se chama instinto criador.
É assim, tão simples, tão soberana, tão rainha.
Dissonante voz feminina.
Ave de rapina, abelha de doce mel.
O tempo marcou tua face com graves sulcos.
Teus cabelos muito mais longos que antes perdem a cor.
Teu semblante é muito mais sereno que outrora.
A voz, a cada dia mais macia.
Curtida como vinho antigo.
Tua estrela reluz sobre nós.
Esse brilho jamais se apagará.
Cantou, queimou como árvore seca, as agruras de um sertão longinquo.
O tempo foi tornando-a mulher.
Dramática dona de cena, uma cena muda.
Voou alto, como um pássaro proibido, num vôo da manhã.
É uma pedra rara, um talismã.
Guarda na sua tez morena as histórias de sua terra.
Os sambas-de-roda, riscados nos pratos de louça.
Disse Pessoa, como jamais ouvimos antes.
Sonhava em ser Adela.
Pulou de vários trampolins durante a vida.
Hoje, uma senhora, tão diferente e igual àquela menina.
A menina que ainda reside no seu interior.
A criança que se chama instinto criador.
É assim, tão simples, tão soberana, tão rainha.
Dissonante voz feminina.
Ave de rapina, abelha de doce mel.
O tempo marcou tua face com graves sulcos.
Teus cabelos muito mais longos que antes perdem a cor.
Teu semblante é muito mais sereno que outrora.
A voz, a cada dia mais macia.
Curtida como vinho antigo.
Tua estrela reluz sobre nós.
Esse brilho jamais se apagará.
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