Hoje eu me perguntei:
Por quê não choro mais?
E fiquei sem resposta.
Talvez tenha desaprendido.
Ou endureci?
Quem sabe perdi a sensibilidade,
Apaguei os sentimentos?
Sou vazio?
Tive vontade de chorar.
Mas não consegui.
Invejei quem ainda sabe.
Eu não me dava conta disto.
Meu peito apertou.
E nada.
Refleti mais um pouco.
Peguei papel e caneta.
Comecei a escrever.
E agora, quando termino.
Minhas lágrimas mancham a tinta no papel.
diário, escritos, rascunhos, pulsações de uma vida quase completa
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
domingo, 16 de agosto de 2009
Amplidão.
Cada passo na amplidão é sem rumo.
O tempo passa.
O vazio me ocupa.
Silêncio ensurdecedor.
Eco que me responde.
Segue o teu destino.
Vai, ao encontro da vida.
Vai, vai direto.
Não para.
O futuro te espera.
Sempre só.
Caminhando suave.
Simples e nobre.
Deixa a dor nas estradas.
Junto ao pó.
Bate em retirada.
Cruza os ventos.
Os mares.
As terras distantes.
E chega.
Afinal.
Em algum lugar.
Sem pensar.
Sem pesar.
O tempo passa.
O vazio me ocupa.
Silêncio ensurdecedor.
Eco que me responde.
Segue o teu destino.
Vai, ao encontro da vida.
Vai, vai direto.
Não para.
O futuro te espera.
Sempre só.
Caminhando suave.
Simples e nobre.
Deixa a dor nas estradas.
Junto ao pó.
Bate em retirada.
Cruza os ventos.
Os mares.
As terras distantes.
E chega.
Afinal.
Em algum lugar.
Sem pensar.
Sem pesar.
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Noites
Há noites em que não sonho.
Acordo cansado.
Há noites em que não durmo.
Não acordo.
Há noites em que durmo tranquilamente.
E sonho.
Algumas vezes me lembro.
De flashes.
Outras vezes me esqueço.
Propositalmente.
Prefiro apagar.
Nunca mais tive pesadelos.
Amém.
Queria poder dormir todas as noites.
Às vezes me enfado.
E não quero dormir.
Não respondo aos comandos.
Apenas deito.
Limpo a mente.
E já não estou em mim.
Só retorno quando acordo.
Há vezes que nem acordo.
Passo direto.
E vou dormindo.
Nem sempre sonhando.
Tudo escuro.
Acordo cansado.
Há noites em que não durmo.
Não acordo.
Há noites em que durmo tranquilamente.
E sonho.
Algumas vezes me lembro.
De flashes.
Outras vezes me esqueço.
Propositalmente.
Prefiro apagar.
Nunca mais tive pesadelos.
Amém.
Queria poder dormir todas as noites.
Às vezes me enfado.
E não quero dormir.
Não respondo aos comandos.
Apenas deito.
Limpo a mente.
E já não estou em mim.
Só retorno quando acordo.
Há vezes que nem acordo.
Passo direto.
E vou dormindo.
Nem sempre sonhando.
Tudo escuro.
sábado, 1 de agosto de 2009
Rasgado
Eu nunca me poupei.
O meu coração também.
Quando era necessário, sofria.
Amava.
Rasgava-se.
Ainda hoje sou assim.
Despudorado.
Nunca tive medo de amar.
Esconder sentimentos.
Hoje me peguei chorando.
Não sei bem o que sentia.
Saudade, tristeza, solidão.
Eu não sei bem o que sou.
O que fiz.
Sei, tão somente, os caminhos que me trouxeram aqui.
E cheguei.
Não sei se vivo.
Mas tão íntegro e inteiro como no primeiro momento.
Fiel aos meus ideais.
Aos pensamentos que tive.
Honesto comigo mesmo.
E sempre.
E fim.
E só.
O meu coração também.
Quando era necessário, sofria.
Amava.
Rasgava-se.
Ainda hoje sou assim.
Despudorado.
Nunca tive medo de amar.
Esconder sentimentos.
Hoje me peguei chorando.
Não sei bem o que sentia.
Saudade, tristeza, solidão.
Eu não sei bem o que sou.
O que fiz.
Sei, tão somente, os caminhos que me trouxeram aqui.
E cheguei.
Não sei se vivo.
Mas tão íntegro e inteiro como no primeiro momento.
Fiel aos meus ideais.
Aos pensamentos que tive.
Honesto comigo mesmo.
E sempre.
E fim.
E só.
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Viagem.
Ontem eu não queria viver.
Tomei uma cartela de aspirinas.
Deitei.
Ouvi uma revoada de pássaros.
Vi luzes coloridas.
Escutei orquestras de formigas.
E não morri.
Vomitei tudo.
O mundo girava sob meus pés.
O teto estava no chão.
O chão no ar.
A casa estava virada.
Minhas mãos frias.
Meus pés dormentes.
E eu não parava de dançar.
Eu!
Que nem sei dançar.
Minha cama ardia, em brasas.
Eu respirei fundo, não consegui.
O sol raiava, resplandecente.
Eu sentei no parapeito da janela.
E pulei.
Nunca o décimo sétimo andar foi tão perto do chão.
Não houve atrito.
O vento era frio.
E o chão duro.
Enfim, cheguei ao desejado.
Tomei uma cartela de aspirinas.
Deitei.
Ouvi uma revoada de pássaros.
Vi luzes coloridas.
Escutei orquestras de formigas.
E não morri.
Vomitei tudo.
O mundo girava sob meus pés.
O teto estava no chão.
O chão no ar.
A casa estava virada.
Minhas mãos frias.
Meus pés dormentes.
E eu não parava de dançar.
Eu!
Que nem sei dançar.
Minha cama ardia, em brasas.
Eu respirei fundo, não consegui.
O sol raiava, resplandecente.
Eu sentei no parapeito da janela.
E pulei.
Nunca o décimo sétimo andar foi tão perto do chão.
Não houve atrito.
O vento era frio.
E o chão duro.
Enfim, cheguei ao desejado.
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Vôo Livre.
Pois é.
O tempo passou.
E eu não me dei conta.
As escolhas que fiz me trouxeram aqui.
Tantos caminhos eu tive por opções.
E aqui cheguei.
Não sei se errei.
Muito menos se acertei.
Apenas escolhi.
Como queria viver.
Os porquês deixei para trás.
E vim.
Sem sentir.
Algumas vezes tive medo.
O novo.
Assustou.
Porém não matou.
Veio, simples.
Doloroso em momentos.
Vitorioso e macio em outros.
O tempo foi implacável.
Hoje olho o ontem com satisfação.
Não me envergonho.
Fiz o que deveria.
Não me arrependo.
Talvez me arrependa de ter deixado de fazer.
Não sei ao certo.
Vim, vim, sem ter muito cuidado.
Sem pensar em como, quando, onde e por quê.
Com poucas ressalvas.
Abri-me ao mundo.
Aos mundos desconhecidos.
Novos horizontes.
Novas pessoas.
E cheguei.
Daqui deste alto, não do fim.
O fim está muito longe.
Subirei muito mais alto.
E lá me sentarei.
Ficarei olhando tudo.
Os que passaram, os que forem comigo.
E finalmente pararei.
Mirarei o céu.
Esperando ver o pôr-do-sol.
O último que verei.
E partirei.
Assim como os pássaros batem em revoada.
Alcançarei a imensidão.
Sem presas.
Só a liberdade de voar eternamente.
O tempo passou.
E eu não me dei conta.
As escolhas que fiz me trouxeram aqui.
Tantos caminhos eu tive por opções.
E aqui cheguei.
Não sei se errei.
Muito menos se acertei.
Apenas escolhi.
Como queria viver.
Os porquês deixei para trás.
E vim.
Sem sentir.
Algumas vezes tive medo.
O novo.
Assustou.
Porém não matou.
Veio, simples.
Doloroso em momentos.
Vitorioso e macio em outros.
O tempo foi implacável.
Hoje olho o ontem com satisfação.
Não me envergonho.
Fiz o que deveria.
Não me arrependo.
Talvez me arrependa de ter deixado de fazer.
Não sei ao certo.
Vim, vim, sem ter muito cuidado.
Sem pensar em como, quando, onde e por quê.
Com poucas ressalvas.
Abri-me ao mundo.
Aos mundos desconhecidos.
Novos horizontes.
Novas pessoas.
E cheguei.
Daqui deste alto, não do fim.
O fim está muito longe.
Subirei muito mais alto.
E lá me sentarei.
Ficarei olhando tudo.
Os que passaram, os que forem comigo.
E finalmente pararei.
Mirarei o céu.
Esperando ver o pôr-do-sol.
O último que verei.
E partirei.
Assim como os pássaros batem em revoada.
Alcançarei a imensidão.
Sem presas.
Só a liberdade de voar eternamente.
quinta-feira, 9 de julho de 2009
Personagem
Enfim.
Não chego ao fim.
Cansei de ser figurante.
Sem papel de destaque penduro as chuteiras.
Vou-me, para outro filme, para outras vidas alheias.
Tentar ter presença, ser personagem importante.
No teu caminho fui apenas uma pedra.
Uma árvore, que passou.
Não.
Não quero mais.
Vai, segue o teu caminho.
Que eu vou seguir o meu.
Caminhar, desorientadamente no mundo.
Até que luzes brandas me foquem.
E eu passe a ser principal.
No filme, na vida, na hora de alguém.
E só.
Enfim.
Não chego ao fim.
Cansei de ser figurante.
Sem papel de destaque penduro as chuteiras.
Vou-me, para outro filme, para outras vidas alheias.
Tentar ter presença, ser personagem importante.
No teu caminho fui apenas uma pedra.
Uma árvore, que passou.
Não.
Não quero mais.
Vai, segue o teu caminho.
Que eu vou seguir o meu.
Caminhar, desorientadamente no mundo.
Até que luzes brandas me foquem.
E eu passe a ser principal.
No filme, na vida, na hora de alguém.
E só.
Enfim.
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