Eu gosto dos dramas.
De peitos rasgados.
Corações pulsantes em vermelho vivo.
Eu gosto das almas feridas em grandes dores contorcidas.
Das paixões dilacerantes e arrebatadoras.
Arroubos súbitos.
Dos choros entre soluços.
Arrependimentos e iras passageiros.
Idas e vidas, quentes recepções e odiosas expulsões.
Eu sou da tragédia. Medeia, Iphigênia...
Sofrimento é meu eterno companheiro.
Eu sou assim.
Grandes emoções que me sacodem internamente.
Eu gosto de ser assim.
Os amores calmos e tranquilos não me interessam.
Eu quero gritar de dor, de peito aberto e vísceras à mostra.
Como na velha canção de Celestino...
Um coração que cai em meio a estrada.
Palpita até o último instante pelo amor caloroso.
Eu gosto de amores como os grandes poetas.
Que sofrem por seus amores nunca correspondidos.
Este é o sentido do amar.
Rasgar o corpo em dor. Chorar lágrimas de saudade.
Viver intensamente momentos vãos que um dia serão relíquias.
Amar, sofrer, doer, perder, viver.
Amor com dor.
E no ato final saberemos que valeu viver e chorar tanto.
Ouvir: Fósforo Queimado (Paulo Menezes, Milton Legey e Roberto Lamego) in: "Maria Bethânia Ao Vivo" - 1970, faixa 09, Odeon/EMI
diário, escritos, rascunhos, pulsações de uma vida quase completa
quinta-feira, 22 de março de 2012
domingo, 18 de março de 2012
Certo ou Errado?
O que é certo, o que é errado?
Tudo irá depender do chamado ponto de vista.
Se para uns amar é errado, para mim é certo.
Até vital.
Sofrer é errado? Talvez sim.
Ou não.
Necessário.
O que é certo no amor?
Na relação entre dois?
É errado ser amado?
Assim parece.
[ Neste ponto o meu fluxo de pensamento foi interrompido por uma ligação. E eu não sabia, não sei, se estou agindo certo ou errado. Não sinto. Vou indo.]
O erro acontece num deslize da tentativa do acerto.
O certo é um erro frustrado.
Assim eu entendo as coisas.
Assim eu vejo e vivo, tentando acertar e algumas vezes frustrando o erro.
Tudo irá depender do chamado ponto de vista.
Se para uns amar é errado, para mim é certo.
Até vital.
Sofrer é errado? Talvez sim.
Ou não.
Necessário.
O que é certo no amor?
Na relação entre dois?
É errado ser amado?
Assim parece.
[ Neste ponto o meu fluxo de pensamento foi interrompido por uma ligação. E eu não sabia, não sei, se estou agindo certo ou errado. Não sinto. Vou indo.]
O erro acontece num deslize da tentativa do acerto.
O certo é um erro frustrado.
Assim eu entendo as coisas.
Assim eu vejo e vivo, tentando acertar e algumas vezes frustrando o erro.
quinta-feira, 1 de março de 2012
A Distância...
Eu não sei o que te dizer.
Não sei como ajudar.
De tão longe meus braços não te podem alcançar.
Minhas mãos não estão perto de teu corpo para acarinhar.
Tua angústia torna-se minha, mesmo com a grande distância.
Nas noites de chuva desejo estar aí.
Ao teu lado.
Debaixo das cobertas, me esquentando com o teu calor e te fazendo alegre.
Enxuga as lágrimas.
Sorri lembrando-te de mim.
E eu daqui saberei que sorris, pois o sol brilhará diferente na minha janela.
Mando no vento um beijo, que te tocará as faces com doçura.
É o pouco que, de longe, te posso ofertar.
Não sei como ajudar.
De tão longe meus braços não te podem alcançar.
Minhas mãos não estão perto de teu corpo para acarinhar.
Tua angústia torna-se minha, mesmo com a grande distância.
Nas noites de chuva desejo estar aí.
Ao teu lado.
Debaixo das cobertas, me esquentando com o teu calor e te fazendo alegre.
Enxuga as lágrimas.
Sorri lembrando-te de mim.
E eu daqui saberei que sorris, pois o sol brilhará diferente na minha janela.
Mando no vento um beijo, que te tocará as faces com doçura.
É o pouco que, de longe, te posso ofertar.
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Acabou nosso carnaval...
Passada a euforia, retorna a calma. Varrem-se os salões e todos os sonhos. Os brilhos, confetes, serpentinas e amores se desfizeram na chuva. Silêncio nos corações foliões. Os raios da quarta-feira veem apagar as alegrias. Deixa um vazio, que só se preencherá no próximo ano. Quando os clarins anunciarem as novas folias. As fantasias serão guardadas até que possam novamente sair dos armários e dos corações para ganharem as ruas. Os corpos suados que se esbarram, os calores que emanam nesta festa da carne. Paixão, fogo ardente...
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
Novo Ano Novo
E findou-se. Passa-se mais um ano. Inicia-se um novo ano cheio de esperanças. Do ano que termina levo boas lembranças e muito aprendizado. Os sentimentos foram variados e intensos, os amores de sempre que levarei em mim. Procurando sempre manter-me num percurso limpo e objetivo, planejando novos rumos e altos voos, trabalhando para alcançá-los. Ciclos fechados, compromissos cumpridos com bravura e dedicação. Os momentos que não foram tão bons, guardo-os numa mala velha trancada. Para o novo ano alguns planos traçados, metas e objetivos definidos, mudanças externas e internas. Não há frase mais clichê, porém ela se encaixa perfeitamente para as perspectivas do ano que se aproxima: "O céu é o limite". Partir implica em perdas, em ausência, mas o pássaro precisa voar, alto, longe, para crescer e um dia retornar com uma nova plumagem. E para que esse voo seja bem sucedido é importante que os que estão ao redor ajudem no impulso e torçam. As forças eu começo a sentir. E eu me lançarei nos ares. Pronto para voar. Que o novo ano seja de realizações, alegrias e crescimento. Para todos nós.
Que Dioníso e Iansã me guardem e guiem, neste e nos próximos anos.
Amém pra todos nós!
Aos amores de hoje e de sempre: Edna, Lalis, Coração (Regina), Gina, Edu, Luna e Aninha;
Aos meus queridos Estrelados.
Que Dioníso e Iansã me guardem e guiem, neste e nos próximos anos.
Amém pra todos nós!
Aos amores de hoje e de sempre: Edna, Lalis, Coração (Regina), Gina, Edu, Luna e Aninha;
Aos meus queridos Estrelados.
domingo, 27 de novembro de 2011
Partir
Era hora de fechar ciclos. E queria, e precisava. Largar coisas pelo caminho. Desapegar-se de emoções e saudades. E queria, e precisava. Era hora de alçar outros voos. De trilhar novos caminhos. E queria. Desejava sentimentos nunca experimentados. E precisava. Era tempo de seguir sozinho. Mas, despedir-se de coisas, emoções é sempre difícil. Fechar atrás de si uma porta, abandonar aquela casa depois de tanto tempo não era fácil. As memórias vieram em uma grande enxurrada. E doía. Largar os amigos, os amores. E precisava. Sair olhando para trás lhe fazia vacilar nos passos, os pés apontando para frente, o coração na direção contrária. E queria. Dizer até breve quando sabia que dizia adeus. E precisava. Guardar as lágrimas. Controlar as emoções. Vestir-se de sorrisos. E precisava, e queria. Seguiu. E uma outra história começou a ser escrita. E um dia alguém escreverá sobre os caminhos novos. Ou ele mesmo se dedicará a narrá-los. E a vida seguiu, queria, precisava...
domingo, 13 de novembro de 2011
Pensamentos
Era como se eu vivesse só. O mundo cheio de pessoas e eu vazio. Há momentos em que eu me pergunto: o que eu fiz de mim? Como agora. Perdido numa profusão de sons indistinguíveis. Eu sou mais um errante, perdido no silêncio de mim. E me arrependo, olhando para trás, de muito que deixei de viver. Mas, o tempo não volta. Agora é mirar o horizonte. Viver agora para não me arrepender depois.
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