diário, escritos, rascunhos, pulsações de uma vida quase completa

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Como é costume aqui estou escrevendo sobre o ano que termina e as expectativas do que se inicia. O que 2008 me ensinou, me trouxe, me levou... Este ano vi que a convivência nos faz olhar as pessoas de uma forma diferente, criando até atritos que nunca pensamos, porém precebe-se que tudo isto é necessário ao nosso crescimento. Que o trabalho é dignificante. Que nem sempre as coisas acontecem como nós desejamos, mas não devemos cruzar os braços ante as dificuldades. Que eu deveria ser mais de um para poder estar com tantas pessoas que amo e me cobram tanto esta minha presença. Que sou pequeno e estou só começando.
Este ano comemorei meus dez anos de teatro. Acho até que em grande estilo. Dirigindo meu primeiro espetáculo: POR UMA CABEÇA. Um sonho d'Os Soltos que se tornou realidade.
Janeiro foi um sopro de novos projetos, um novo fôlego para o ano que se iniciava. Um ano de trabalho. Fevereiro trouxe a "minha" festa: o carnaval, aliado ao trabalho. Março segue tranquilo com os passos do espetáculo. Junho guardava mais trabalho, que se seguiu por julho. Agosto tras um novo espetáculo minha segunda experiência com teatro infantil, reencontrando amigos no palco e a reta final da montagem de Por Uma Cabeça. Setembro estréia o primeiro espetáculo d'Os Soltos, uma realização nossa. Outubro é hora da reavaliação do nosso projeto, planejamento do futuro. Novembro, meu mês, 21 anos, trabalho, experiência na rua. Dezembro nos traz boas novas, primeiro prêmio do espetáculo e o anúncio da nossa primeira participação em um festival, Janeiro de 2009 que nos aguarde. O ano termina depois de muitos projetos, muitos sonhos acalentados para serem realizados nos próximos anos. Planejando o próximo ano, cair na estrada com o espetáculo, dar realmente nossa cara a tapa.
Receber os louros e as críticas igualmente.
Trilhando nosso caminho, fazendo nós mesmos a nossa escola.
Que os projetos de 2009 venham, que outros surjam no caminho, o que eu quero é trabalhar.
Que os anjos e santos de todos nós nos guardem hoje e sempre.
Agradecendo sempre à Iansã, a Dioniso nosso Deus.
Êparrei! Merda à todos nós.
Que Deus nos guarde.
Amém à todos nós.


PESSOAS QUE MARCARAM EM 2008:

Minhas Soltas (Du, Moemas, Regi e Soufis).
Helena, que me deu uma força enorme. (Valeu Caricata!)
Minhas novas aquisições: Reny (Minha Dinastia) e Tay (Expressiva)
Nely, meu amor de sempre.
Mag, hoje, talvez, mais próxima que nunca.
Guga, não vale nada, mas sempre me apóia.
Rayssa, meu pokémon do arruda, meu brinquedo preferido da estrela.

OS AUSENTES QUE SE FIZERAM PRESENTES, OS QUE SURGIRAM, OS QUE REENCONTREI:

Dete, Gina, Zanel, Paloma, Joelma, Laís, Willita, Ádila, Cecília, Anália, Maíra, Soll Nejaim, Edna, Renata, Lolly, Paulina, Sandrinha.

OS QUE ENCONTREI NO TRABALHO:

Pablo, Bobby, Pascoal, Vilarim.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

O tempo da Senhora Menina.

Quando chegou, ainda menina, pisando levemente, despudoradamente.
Cantou, queimou como árvore seca, as agruras de um sertão longinquo.
O tempo foi tornando-a mulher.
Dramática dona de cena, uma cena muda.
Voou alto, como um pássaro proibido, num vôo da manhã.
É uma pedra rara, um talismã.
Guarda na sua tez morena as histórias de sua terra.
Os sambas-de-roda, riscados nos pratos de louça.
Disse Pessoa, como jamais ouvimos antes.
Sonhava em ser Adela.
Pulou de vários trampolins durante a vida.
Hoje, uma senhora, tão diferente e igual àquela menina.
A menina que ainda reside no seu interior.
A criança que se chama instinto criador.
É assim, tão simples, tão soberana, tão rainha.
Dissonante voz feminina.
Ave de rapina, abelha de doce mel.
O tempo marcou tua face com graves sulcos.
Teus cabelos muito mais longos que antes perdem a cor.
Teu semblante é muito mais sereno que outrora.
A voz, a cada dia mais macia.
Curtida como vinho antigo.
Tua estrela reluz sobre nós.
Esse brilho jamais se apagará.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

poema

a pena e a tinta.
as palavras.
sentimentos expostos.
e só.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Adaptações.

Pois que de terra árida se faça brotar tudo.
Como a voz vibrante que nasce da garganta.
Que de onde não se espera surja muito.
Os amigos também podem ser amores.
Sentimentos mudam, como as pessoas.
Hoje não é igual a ontem e ao amanhã.
A vida nunca pára, roda-gira, não estática.
Sempre mutante.
Fascinantes momentos aparecem.
Numa velocidade de luz.
E somem de forma igual.
Não que tudo deve ser desregrado, não.
Apenas não sejamos tão fechados.
Maquinalmente programados.
Flexibilidade existe.
E isso é o que deve importar.
Adaptações são necessárias e boas.
Terra seca brote flores belas e duradouras...

domingo, 16 de novembro de 2008

Divagações Resumidas

A vida é um círculo vicioso.
As coisas vão e vem.
As pessoas passam e voltam.
Os amores de antes ressurgem.
E nós não nos damos conta.
Quando o passado retorna é divertido.
E assustador ao mesmo tempo.
Tenta-se corrigir os erros anteriores.
E acaba-se cometendo-os novamente.
Eu não sei bem ao certo o que me espera.
Muito menos o motivo de estar dizendo estas palavras.
Elas brotam de meu pensamento como flores de jardins antigos.
Aqueles que alcancei e apreciei quando ainda era um menino inocente.
Em meu tempo de criança pensava que o mundo não tinha fim, era infinito.
E, hoje, eu bem o sei que não é tão assim quanto parece ser, é grande.
Mas, não é infinito, há pontos de partida e de chegada, destinos.
Caminhos muitas vezes tortuosos, diversos.
Há momentos em que qualquer um quer deixar tudo.
Partir para horizontes distantes.
Eu não sei mais nada sobre o que sabia.
Não sei nem qual o motivo que me levou a falar hoje.
E divaguei sobre vários aspectos da vida.
Quando simplesmente eu queria dizer que ainda te amo.
Que meu amor foi apenas interrompido, por um tempo.
Ficou adormecido no meu peito, como um dragão dos contos medievais.
Pois eu soube a hora de me recolher, sair de cena. Deixar-te livre para teus amores.
E eu calei-me na escuridão do meu ser. Mas, hoje, sinto que te posso dizer:
Eu te amo.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

noites de domingo...

nostálgicas noites.
que domingos são.
eu vejo letras soltas.
palavras inteiras.
na fumaça dos cigarros.
os meus e os alheios.
as estrelas enfeitam o céu.
riscam brilhos eternos.
o breu consome o tempo.
e é frio.

Morte

Que nos ronda vida inteira.
A única e absoluta certeza.
Que me amedronta.
Me comove toda vez que bate perto.
Que eu não gosto muito de pensar.
Medo, que me mete medo.
Absoluamente inevitável.
Da qual ninguém escapa.
Sentimento funesto.
Saudades imensas que ficam.
Tristezas sem fim.
Flores e velas, o cheiro característico.
Que se trilhem caminhos de paz.
No obscuro que vem depois.
Pois, ninguém sabe o que vem.
Ao certo não há quem saiba.
Só quando lhe convier saber.
E que não me convenha tão cedo.
Muito, muito mais tarde.