diário, escritos, rascunhos, pulsações de uma vida quase completa

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Sertão.

Onde haja uma promessa.
É lá que quero ir.
Mas, eu vivo no meio da confusão.
Onde só há desordem.
Eu pensei em cantos claros.
Em terras calmas, mansas.
E só caminhos conturbados se desenharam na minha frente.
O meu povo, ficou atrás.
Procurei uma paz, em vão.
Só loucura achei.
Cavando em terras infertéis.
A sina de quem não pensa é essa.
Meus grãos não germinaram.
Morreram secos no árido chão.
O pó da terra me cobriu inteiro.
Eu segui, catando folhas secas.
Sacudindo a poeira que trazia sobre os ombros.
Pisando forte, com os pés cansados.
Até achar uma terra mole.
Onde haverá promessa.
E isso me basta.
A promessa de algo bom.
Uma nova ilusão.
Até que o sol venha e queime tudo.

2 comentários:

Hermínia Mendes disse...

"Uma nova ilusão.
Até que o sol venha e queime tudo."

Muito forte!
A terra ainda há de virar sertão...

xêro, moço meu.

Karol Melo disse...

Confusão e desordem existem para testar e/ou estimular o raciocínio e a força, quando as pessoas conseguem ter tudo sob controle elas se sentem mais sábias do que antes, prontas para o que possa acontecer em seguida.

Abraço!