quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Acabou nosso carnaval...
Passada a euforia, retorna a calma. Varrem-se os salões e todos os sonhos. Os brilhos, confetes, serpentinas e amores se desfizeram na chuva. Silêncio nos corações foliões. Os raios da quarta-feira veem apagar as alegrias. Deixa um vazio, que só se preencherá no próximo ano. Quando os clarins anunciarem as novas folias. As fantasias serão guardadas até que possam novamente sair dos armários e dos corações para ganharem as ruas. Os corpos suados que se esbarram, os calores que emanam nesta festa da carne. Paixão, fogo ardente...
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
Novo Ano Novo
E findou-se. Passa-se mais um ano. Inicia-se um novo ano cheio de esperanças. Do ano que termina levo boas lembranças e muito aprendizado. Os sentimentos foram variados e intensos, os amores de sempre que levarei em mim. Procurando sempre manter-me num percurso limpo e objetivo, planejando novos rumos e altos voos, trabalhando para alcançá-los. Ciclos fechados, compromissos cumpridos com bravura e dedicação. Os momentos que não foram tão bons, guardo-os numa mala velha trancada. Para o novo ano alguns planos traçados, metas e objetivos definidos, mudanças externas e internas. Não há frase mais clichê, porém ela se encaixa perfeitamente para as perspectivas do ano que se aproxima: "O céu é o limite". Partir implica em perdas, em ausência, mas o pássaro precisa voar, alto, longe, para crescer e um dia retornar com uma nova plumagem. E para que esse voo seja bem sucedido é importante que os que estão ao redor ajudem no impulso e torçam. As forças eu começo a sentir. E eu me lançarei nos ares. Pronto para voar. Que o novo ano seja de realizações, alegrias e crescimento. Para todos nós.
Que Dioníso e Iansã me guardem e guiem, neste e nos próximos anos.
Amém pra todos nós!
Aos amores de hoje e de sempre: Edna, Lalis, Coração (Regina), Gina, Edu, Luna e Aninha;
Aos meus queridos Estrelados.
Que Dioníso e Iansã me guardem e guiem, neste e nos próximos anos.
Amém pra todos nós!
Aos amores de hoje e de sempre: Edna, Lalis, Coração (Regina), Gina, Edu, Luna e Aninha;
Aos meus queridos Estrelados.
domingo, 27 de novembro de 2011
Partir
Era hora de fechar ciclos. E queria, e precisava. Largar coisas pelo caminho. Desapegar-se de emoções e saudades. E queria, e precisava. Era hora de alçar outros voos. De trilhar novos caminhos. E queria. Desejava sentimentos nunca experimentados. E precisava. Era tempo de seguir sozinho. Mas, despedir-se de coisas, emoções é sempre difícil. Fechar atrás de si uma porta, abandonar aquela casa depois de tanto tempo não era fácil. As memórias vieram em uma grande enxurrada. E doía. Largar os amigos, os amores. E precisava. Sair olhando para trás lhe fazia vacilar nos passos, os pés apontando para frente, o coração na direção contrária. E queria. Dizer até breve quando sabia que dizia adeus. E precisava. Guardar as lágrimas. Controlar as emoções. Vestir-se de sorrisos. E precisava, e queria. Seguiu. E uma outra história começou a ser escrita. E um dia alguém escreverá sobre os caminhos novos. Ou ele mesmo se dedicará a narrá-los. E a vida seguiu, queria, precisava...
domingo, 13 de novembro de 2011
Pensamentos
Era como se eu vivesse só. O mundo cheio de pessoas e eu vazio. Há momentos em que eu me pergunto: o que eu fiz de mim? Como agora. Perdido numa profusão de sons indistinguíveis. Eu sou mais um errante, perdido no silêncio de mim. E me arrependo, olhando para trás, de muito que deixei de viver. Mas, o tempo não volta. Agora é mirar o horizonte. Viver agora para não me arrepender depois.
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Quieto, coração!
Aquieta em meu peito. Silencie, pois não é momento de correres numa montanha-russa. O momento chegará, em que poderás me apertar no peito. Que me farás a garganta secar. O corpo gelar, com o sangue nos pés. Uma bateria de escola de samba virarás. Mas, agora não. Aquieta-te e silencioso permanece. Estarei pronto, um dia para que possas me assustar. Querer parar e acelerar ritmicamente. E eu saberei te seguir, em teus movimentos involuntários. Um dia estarei pronto para o amor. O teu combustível. Até lá quieto, coração!
sábado, 1 de outubro de 2011
O vazio.
Uma noite vazia. De alma vazia. Peito vazio. Coração miudinho. Uma pedra de gelo no fundo de um copo vazio. O meu olhar perdido no horizontem sem fim. E aquela voz que me arrebata e dói fundo na alma. E eu ainda não tenho respostas para antigas perguntas. Uma velha canção me vem à mente. Corro para escutá-la num disco esquecido no fundo de uma gaveta cheia de recordações. Aquelas palavras arranjadas como um punhal afiado que me rasga o peito e expõe meu coração tão vazio. O amor há tempos me fugiu, junto levou o rubor das minhas faces e o calor do meu corpo. Sou um silêncio que ecoa sentimentos de outras horas tão quentes e suadas. Era a felicidade que me escorria pelos dedos e me cansava. Hoje minhas mãos são frias e sem vida, vazias. Escuto incessantemente a mesma canção. Dilacerando cada vez mais meu coração. A voz é forte e preenche todo o vazio, ressoa dentro de mim. O meu vazio.
*"Se Queres Saber" na voz de Nana Caymmi.
*"Se Queres Saber" na voz de Nana Caymmi.
sábado, 20 de agosto de 2011
Inútil busca.
Saía à procura de alguma coisa que nem mesmo sabia do que se tratava.
Buscava ansiosamente nas noites escuras por algo que ainda acreditava encontrar.
Entrava madrugada adentro numa incessante e ávida descoberta de algo incomensurável.
Era uma desesperada necessidade de estar junto daquilo.
Seu corpo era levado por uma força que o fazia vagar naquelas noites.
Havia no fundo uma esperança perdida de retomar ou tomar para si uma coisa de era sua.
Não, era antes uma vontade de conhecer esta coisa que não podia nomear.
Os fantasmas do passado lhe assombravam nestas noites frias.
Aquele corpo que se movia, como que impulsivamente, sofria com o cansaço.
Mas, algo maior o empurrava naquela caçada.
O alvo, indefinido, não sabia estar perto ou longe.
Apenas ia.
Quando os pés feridos e doloridos desistiam, retorna pelo mesmo caminho enfadonho.
Retornava à sua casa, seu canto, sua cama quente.
Voltada de alma e coração vazios.
Perdia o sono e deitado vagueava pelos pensamentos desconexos.
E outros dias viriam, outras noites, em que a rotina se faria presente e massacraria toda alusão à mudança.
Buscava ansiosamente nas noites escuras por algo que ainda acreditava encontrar.
Entrava madrugada adentro numa incessante e ávida descoberta de algo incomensurável.
Era uma desesperada necessidade de estar junto daquilo.
Seu corpo era levado por uma força que o fazia vagar naquelas noites.
Havia no fundo uma esperança perdida de retomar ou tomar para si uma coisa de era sua.
Não, era antes uma vontade de conhecer esta coisa que não podia nomear.
Os fantasmas do passado lhe assombravam nestas noites frias.
Aquele corpo que se movia, como que impulsivamente, sofria com o cansaço.
Mas, algo maior o empurrava naquela caçada.
O alvo, indefinido, não sabia estar perto ou longe.
Apenas ia.
Quando os pés feridos e doloridos desistiam, retorna pelo mesmo caminho enfadonho.
Retornava à sua casa, seu canto, sua cama quente.
Voltada de alma e coração vazios.
Perdia o sono e deitado vagueava pelos pensamentos desconexos.
E outros dias viriam, outras noites, em que a rotina se faria presente e massacraria toda alusão à mudança.
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