diário, escritos, rascunhos, pulsações de uma vida quase completa

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Quando dois corpos tornam-se uma única alma.
Através de música e amor.
O eterno se faz presente.
É o amor.
Tua voz me sai pelas pontas dos dedos.
Gestos cortantes e lindos que abrem as chagas no vento.
É de lá.
Veio de longe.
Das terras onde rios e mares se cruzam.
Massapê.
Terra roxa de cana-de-açúcar.
Negros, velhos, índios e nós.
Prateados cabelos como a luz da lua de meu interior.
O luar dos sertões.
Veredas quentes e verdes.
Faz-me teu.
E é o brilho do teu poder.
Ama-me, deita-me e contarás com minha devoção.
Faz-me sonhar com teu sorriso largo.
E te aplaudirei sempre.

Um comentário:

Amanda Maia disse...

Tão lindo. Li também do fim pro começo. Fez sentido.