diário, escritos, rascunhos, pulsações de uma vida quase completa

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Antes amor.

Eu sentia uma mão a me afagar o corpo.
Era o amor.
Foi bom, doce, suave.
Aquele calor a me envolver.
De repente, num dia qualquer.
Aquela mão pesou sobre mim diferente.
Não, não era mais o amor.
A mão, hoje, me aperta a garganta.
Ao ponto de me deixar quieto.
Com o coração gelado e pesado.
O calor já não me envolve mais.
Eu já não me sinto bem.
Sou fraco.
Silencioso.
Queria ter de volta o amor.
A leveza de viver amando.
Não a sensação ruim de estar morrendo.
Rápida e diariamente.
Definho a olhos vistos.
Estou indo.
Vou triste.
E sozinho.
Depois de ter esquecido como é o amor.

Um comentário:

Cleyton Cabral disse...

Uma tristeza que dói.